Comecei a tomar pílula anticoncepcional aos 16 anos.
Não foi uma decisão consciente. Foi o que a ginecologista prescreveu para regularizar o ciclo. Minha mãe disse tudo bem. Eu tomei.
Por 10 anos, tomei todos os dias. Nunca uma consulta em que eu perguntasse: "Ainda faz sentido eu usar isso?"
Nunca questionei se a queda de libido que sentia era normal.
Nunca associei o humor "embotado" à pílula.
Nunca perguntei se havia alternativas.
Aos 26, por um motivo prático, precisei parar por 3 meses.
No segundo mês sem pílula, percebi que estava sentindo mais.
Emoções mais intensas. Desejo de volta. Uma clareza que não lembrava ter.
Não estou dizendo que a pílula é errada. Para muitas mulheres, ela é a escolha certa.
Estou dizendo que ninguém me ensinou que era uma escolha.
Que devia ser revisada periodicamente.
Que os efeitos variam por pessoa e por método.
Que existem outras opções.
Se você toma anticoncepcional há anos sem ter conversado recentemente sobre isso com seu médico — talvez seja hora de perguntar:
"Esse ainda é o melhor método para mim agora?"
Você merece resposta.