Pessoas que possuem tatuagens em grandes áreas do corpo sabem que o preconceito sobre o seu visual é comum. Às vezes, chega ao extremo de impedir que exerçam certos tipos de trabalho por conta da reação dos outros.

No caso do professor Sylvain Helaine, que possui tatuagens não apenas no corpo, mas também no rosto, na cabeça, na língua e na parte interna dos olhos, seu visual o impediu de dar aula para o jardim de infância na Escola Elementar Docteur Morere, em Palaiseau, um subúrbio de Paris.

“Todos os alunos e os seus pais sempre foram simpáticos comigo porque basicamente me conheciam”, disse o professor à agência Reuters.

Mas nem todo mundo consegue ultrapassar a barreira física e se aproximar do professor para conhecê-lo melhor, como ser humano. Os pais de um aluno de três anos fizeram uma queixa à diretoria da escola dizendo que a criança tinha pesadelos com Helaine, mesmo ele não sendo seu professor.
“Quando as pessoas me veem de longe assumem o pior”, lamentou.

Dois meses após a queixa, Helaine parou de dar aulas para o jardim de infância e passou a lecionar para crianças de seis anos, o que ele considera triste, mas infelizmente compreende devido à estranheza que a quantidade de tatuagens causa em muitas pessoas.
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